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Domingo, 25 de Outubro de 2026

Política

Antes da urna, papel e caneta: prepare sua colinha para votar

Celular deve ser entregue aos mesários antes de entrar na cabine de votação. Objetivo é preservar o sigilo do voto.

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Por Anexo News
Antes da urna, papel e caneta: prepare sua colinha para votar
© Joédson Alves/Agência Brasil
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Já pensou em passar semanas ou meses decidindo em quem votar para governar seu estado ou país, ouvir as propostas, colocar o histórico dos candidatos na balança, chegar a uma conclusão e, ao chegar diante da urna, não lembrar qual número digitar?

A tecnologia da urna eletrônica revolucionou a forma de votar e apurar os votos no Brasil. Mas nem todo avanço da ciência substitui um simples pedaço de papel com os números escritos à caneta. 

O que levar para a urna?

A legislação permite ao eleitor levar a colinha para a urna, para garantir a precisão do voto.

O aparelho celular, no entanto, deve ser entregue aos mesários antes de entrar na cabine de votação.

A restrição vale para qualquer equipamento capaz de fotografar, gravar ou transmitir imagens. O objetivo é preservar o sigilo do voto e impedir fraudes ou tentativas de comprovação da escolha feita na urna.

Quem se recusar a entregar o aparelho poderá ser impedido de votar naquele momento, e o caso poderá ser registrado pela mesa receptora de votos.

Não se esqueça de levar um documento de identificação com foto.

O título de eleitor não é obrigatório para votar, mas ele ajuda a acelerar o processo por indicar a zona e a seção eleitoral. Uma opção é baixar o e-título, aplicativo da Justiça Eleitoral, com a versão digital do título de eleitor.

O e-título também traz as informações da zona e da seção eleitoral. Lembre-se de conferir, no dia anterior, o seu local atualizado de votação.

Casos no primeiro turno

Em muitos casos, a famosa colinha fez falta no primeiro turno das eleições deste ano

A atual governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), poderia já estar planejando o próximo mandato, mas graças a milhares de eleitores que confundiram seu número e anularam o voto, ela ainda disputa o segundo turno com o candidato Leandro Grass (PT).

No dia 4 de outubro, 26 mil pessoas no DF digitaram 22, número do PL, partido de Flávio Bolsonaro. Como não havia candidato do PL na disputa ao governo distrital, os votos acabaram anulados. O número da candidata do PP é 11.

No Rio de Janeiro, Eduardo Paes era apoiado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas não divide o mesmo partido que ele. Dados das urnas mostraram que cerca de 204 mil eleitores digitaram o número 13 nas urnas, acreditando escolher Paes.

Esses eleitores deveriam, no entanto, digitar o número 55. Sem candidato do PT na corrida ao Palácio da Guanabara, os votos foram anulados e Douglas Ruas (PL) venceu no primeiro turno.

FONTE/CRÉDITOS: Marcelo Brandão – Repórter da Agência Brasil
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