A quinta-feira (26) foi de tensão (e certo tom de novela) na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Durante audiência pública, o Controlador Geral do Estado, Paulo Farias Nazarerh Netto, precisou esclarecer que o deputado Fábio Tardin- Fabinho (PSB) não aparece no relatório de auditoria sobre um suposto esquema na Secretaria de Agricultura Familiar – aquele mesmo que virou manchete em site nacional e envolveu 14 deputados na famosa “Operação Suserano”.
Mas nem a ausência do nome de Tardin no papel acalmou os ânimos. A sessão virou praticamente um tribunal de honra, com direito a cobranças acaloradas dos deputados Wilson Santos, Diego Guimarães e Dr. Eugênio, que exigiram responsabilidade da Controladoria por “jogar o nome da galera na lama” sem provas concretas.
O ponto alto (ou mais dramático) ficou por conta de Dr. Eugênio, que, com voz embargada, pediu que o controlador escrevesse uma carta — sim, uma carta! — às suas duas filhas, garantindo que ele não está envolvido em nada e que seu nome não consta no relatório. “Só quero dormir tranquilo e deixar minhas meninas em paz”, disse o parlamentar, em cena digna de plenário e palco.
No fim, o controlador reafirmou que o relatório é técnico e que não tem deputado na lista — pelo menos por enquanto. A operação segue, os deputados seguem indignados e o clima, definitivamente, não é dos mais leves na Casa de Leis.
Se a política é teatro, a audiência desta quinta teve roteiro, personagens e emoção digna de temporada especial.
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