A juíza Tabatha Tosetto, da Vara Única de Campinápolis, determinou a suspensão da Expocamp, evento programado para celebrar o 38º aniversário da cidade. A festividade estava prevista para ocorrer nos dias 23, 24 e 25 de maio, tendo como atração principal o cantor Amado Batista.
A decisão judicial atende a uma ação ajuizada pelo Ministério Público Estadual (MPE), representado pelo promotor de Justiça Fabrício Miranda Mereb. Na ação, o promotor classificou a realização do evento como "imoral e desproporcional", considerando a situação atual do município, que enfrenta diversos problemas básicos que afetam diretamente o bem-estar dos cidadãos.
O promotor destacou que os recursos destinados ao evento são incompatíveis com a capacidade financeira do município e desrespeitam o princípio da razoabilidade que deve guiar a administração pública. Segundo o MPE, a edição 2024 da Expocamp estava orçada em R$ 1,9 milhão, dos quais R$ 1,2 milhão seriam destinados ao pagamento de cachês dos artistas. Especificamente, R$ 720 mil seriam para shows regionais, incluindo Felipe e Marcos, Studio Band, e Marcela Mares; R$ 90 mil para Cristiano Siqueira; R$ 130 mil para Paulo e Natan; e R$ 320 mil para Amado Batista.
Diante desses valores, a promotoria argumentou que o investimento no evento não condiz com a realidade financeira do município, que deveria priorizar a solução de questões mais urgentes e essenciais para a população.
Com a suspensão da Expocamp, a expectativa é que os recursos inicialmente destinados ao evento sejam redirecionados para áreas mais críticas, atendendo às necessidades prioritárias dos moradores de Campinápolis.
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