Jorge Mario Bergoglio, o Papa Francisco, faleceu aos 88 anos, às 2h35 da madrugada desta segunda-feira (21), em Roma, segundo informações oficiais do Vaticano. O pontífice liderou a Igreja Católica por 12 anos e ficou marcado por sua simplicidade, carisma e dedicação aos mais pobres e marginalizados.
Argentino, primeiro jesuíta e também o primeiro papa sul-americano da história, Francisco rompeu protocolos e aproximou a Igreja das periferias do mundo. Um gesto simbólico e marcante foi sua primeira viagem papal à ilha de Lampedusa, na Itália, onde encontrou refugiados africanos resgatados no Mar Mediterrâneo. Na ocasião, deixou claro que seu foco não era apenas a doutrina, mas o acolhimento, o afeto e o cuidado com os mais vulneráveis.
A morte do papa foi causada por complicações decorrentes de uma pneumonia dupla. Um dia antes, ele ainda participou das celebrações do Domingo de Páscoa no Vaticano, quando saudou milhares de fiéis na Praça São Pedro, em sua última aparição pública.
Francisco enfrentava fragilidades na saúde há anos, especialmente por conta de uma antiga doença pulmonar, sequela da gripe asiática de 1957, que o levou a perder parte do pulmão direito ainda na juventude. A condição, que impediu sua missão ao Japão quando jovem, não o afastou do sacerdócio nem do desejo de transformar a Igreja com gestos concretos de compaixão.
Seu legado será lembrado por abrir caminhos de diálogo, promover a paz e renovar a esperança de milhões de fiéis em todo o mundo.
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