Na véspera do feriado da Proclamação da República, nesta quinta-feira (14), a Justiça Eleitoral cassou o registro de candidatura da prefeita reeleita de Barra do Bugres, Maria Azenilda Pereira (Republicanos), e do vice-prefeito Arthur José Franco Pereira. Ambos foram condenados por compra de votos em decisão proferida pelo juiz da 13ª Zona Eleitoral, Arom Olímpio Pereira. Além da perda do registro, Maria Azenilda foi declarada inelegível por oito anos e multada em R$ 200 mil, valor que será dividido com Arthur José. O magistrado também determinou a realização de novas eleições no município em janeiro de 2025.
De acordo com a sentença, Carlos Luiz Pereira Neto, conhecido como "Cacá" e filho da prefeita, teria oferecido R$ 2 mil e outros benefícios à eleitora Luciana Viana da Silva em troca de votos e apoio político. A denúncia incluiu também promessas como a construção de um muro na casa da eleitora e a oferta de um emprego melhor. Arnaldo Pereira, marido de Maria Azenilda, e Rosandria Cardoso da Silva, esposa do vice-prefeito, também teriam participado das negociações.
Durante a audiência de instrução, Luciana apresentou mensagens de WhatsApp e depoimentos detalhando as propostas recebidas. O juiz destacou que as provas apresentadas, incluindo a análise do aparelho celular da testemunha, comprovaram o envolvimento direto de "Cacá" nos fatos apurados.
Em nota, a defesa de Maria Azenilda contestou a decisão, argumentando que a versão apresentada pela eleitora é "absolutamente inverossímil". Segundo o advogado Rodrigo Cyrineu, a sentença foi proferida sem que todas as diligências solicitadas fossem realizadas e contrariou o parecer do Ministério Público Eleitoral, que havia opinado pela absolvição da prefeita e de seu vice.
A defesa informou que ainda não foi oficialmente intimada e que adotará as medidas legais cabíveis para recorrer da decisão junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), garantindo que essa instabilidade será resolvida.
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