A prefeita eleita de Várzea Grande, Flávia Moretti , e seu vice, Tião da Zaeli. ambos (PL), estão sob os holofotes devido à promessa de acabar com os radares na cidade. Durante a campanha, ambos condenaram o que chamam de “indústria da multa”, mas declarações recentes de Tião apontam para a dificuldade de cumprir essa promessa, levantando dúvidas sobre as reais intenções da nova gestão.
Nesta quinta-feira (24) ,segundo fonte do site Anexo News, o plano inicial da nova gestão é integrar a mobilidade urbana com a Guarda Municipal, o que pode significar que os radares continuarão operando, mas agora sob uma nova gestão, e com objetivos que muitos temem ser apenas uma continuidade das práticas da administração anterior. Em entrevista à imprensa, Tião afirmou que “se houver lei que permita, arrancaria todos os radares da cidade”, deixando a entender que a remoção completa dos equipamentos não será tão simples quanto prometido.
A polêmica já toma conta da população, que demonstrou clara rejeição ao uso massivo de radares na gestão de Kalil Baracat (MDB). O sistema, alvo de críticas e reclamações por abuso na aplicação de multas, foi considerado um dos motivos da derrota do ex-prefeito nas urnas. A expectativa de que Moretti e Zaeli revertessem esse quadro foi um dos pontos fortes da campanha, e qualquer decisão que mantenha os radares poderá ser vista como uma traição ao compromisso assumido.
Para os críticos, a "indústria da multa" talvez apenas mude de mãos, e a possível "jogada" da nova gestão em manter os radares poderá ser um verdadeiro "tiro no pé". A questão permanece: a nova administração atenderá ao clamor popular ou seguirá pelo mesmo caminho, sob outra justificativa?
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