Em coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (20), a secretária de Saúde, Deisi Bocalon, ao lado da prefeita Flávia Moretti (PL), anunciou que Várzea Grande registrou o primeiro caso de febre do Oropouche. Durante o evento, a prefeita também revelou que a atual gestão herdou uma dívida de R$ 54 milhões da administração anterior, do ex-prefeito Kalil Baracat, o que comprometeu a capacidade de planejamento e execução de ações preventivas.
A febre do Oropouche é uma arbovirose causada pelo vírus Oropouche, transmitido principalmente pela picada do mosquito Culicoides paraensis (maruim ou borrachudo). Outras espécies, como o Culex, também podem ser vetores. A doença provoca febre, dores no corpo, cefaleia, mal-estar e, em alguns casos, sintomas neurológicos.
Além de destacar o primeiro caso de febre do Oropouche, Flávia Moretti expressou preocupação com o aumento de casos de dengue, chikungunya e zika vírus no município, doenças que também são transmitidas por mosquitos. “Não houve ações preventivas adequadas na gestão passada, o que nos deixou em uma situação de vulnerabilidade. Estamos enfrentando esses desafios com medidas emergenciais, mas a população precisa colaborar eliminando criadouros de mosquitos e adotando práticas de proteção”, afirmou.
A secretária Deisi Bocalon reforçou a preocupação com gestantes, grupo mais vulnerável às complicações causadas por arboviroses. “Toda febre alta em gestantes deve ser tratada com atenção, pois o impacto pode ser severo tanto para a mãe quanto para o bebê”, destacou.
Com uma dívida significativa a pagar e o avanço das arboviroses, a gestão atual busca recursos para fortalecer a rede de vigilância e intensificar as campanhas de combate aos vetores. “Nosso compromisso é reverter essa situação e garantir que Várzea Grande tenha uma resposta efetiva para proteger nossa população”, concluiu a prefeita.
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