Em um gesto de "grande generosidade", os vereadores de Várzea Grande decidiram na sessão desta terça-feira (10) manter o duodécimo em 6%, mesmo sabendo que a Constituição Federal determina um teto de 5% para municípios com até 300 mil habitantes. Afinal, por que se preocupar com leis quando o importante é "garantir" mais recursos para o Legislativo?
A medida, que deve colocar a futura prefeita Flávia Moretti (PL) em um dilema jurídico, foi defendida com unhas e dentes pelo vereador Bruno Rios (PL), advogado e reeleito este ano. Bruno, claro, só queria "proteger" os cofres da Câmara, garantindo cerca de R$ 5 milhões extras por ano. Afinal, é difícil fazer milagres com um orçamento tão "apertado".
Enquanto a maioria aprovava com entusiasmo o projeto, alguns vereadores ousaram estragar a festa votando contra. Entre os "desmancha-prazeres" estavam Gisa Barros (PSB), Rogerinho Dakar (PSDB), Jero Neto (MDB) e Sargento Galibert (PSB).
Agora, a prefeita eleita tem um "presente" para resolver já em seu primeiro mês de mandato. Se cumprir a decisão dos vereadores e repassar os 6%, poderá responder por improbidade administrativa. Se não repassar, provavelmente enfrentará uma Câmara "indignada". Seja qual for o caminho, a lição é clara: em Várzea Grande, quando a política fala mais alto, a Constituição que lute.

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