A manhã desta terça-feira (23) foi marcada por protesto de trabalhadores da empresa Eletroconstro em Várzea Grande. Aproximadamente 150 empregados ocuparam a Câmara Municipal para cobrar garantias após as demissões anunciadas pela terceirizada responsável pela limpeza urbana.
Os funcionários temem ficar sem o pagamento das verbas rescisórias, já que muitos foram dispensados sem previsão de quitação dos direitos trabalhistas. “Estamos sem emprego e não sabemos se vamos receber o que é nosso por lei”, relatou um dos manifestantes.
A Eletroconstro, que foi alvo da Operação Sócio Oculto, deflagrada pelo Gaeco, teve o contrato com o município rescindido em agosto, antes do prazo final de novembro.
Na Câmara, parlamentares cobraram providências. Rogerinho Dakar (PSDB) lembrou que a empresa justificou a crise alegando falta de repasses do Município. Caio Cordeiro (PL) alertou que a empresa pode estar usando os próprios trabalhadores como massa de manobra, enquanto Gisa Barros (MDB) defendeu que o caso seja levado ao Ministério Público Estadual.
De Brasília, o secretário de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana, Lucas Chapéu do Sol, afirmou que a Prefeitura pretende modernizar os contratos terceirizados e exigirá que a nova prestadora absorva pelo menos 70% dos atuais empregados, assegurando continuidade de postos de trabalho.
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